domingo, 5 de dezembro de 2010

Você vem, vai, vem de novo, volta... fica! São dias resumidos em lembranças. São lembranças vindas de forças. Forças que resultam em esperança. A esperança única em olhar seus olhos e deixar naturalmente que os meus digam tudo o que você sempre quis ouvir. Eu preciso de uma redenção. Eu preciso estar livre pra te encontrar. Há uma vida que eu mais protegi. Uma vida que eu sempre velei, cuidei melhor do que a mim mesma. Mas eu tive que me conformar com o caminho que a vida me reservou. O destino afastou diretamente você de mim. Mas ele nunca o afastará do lugar que você sempre insistiu em ficar. E só de pensar o quanto nos perdemos, o que você foi capaz de me ferir. O quanto eu também fui capaz de me ferir. Não poderia existir outra coisa pior do que o lado triste dos sentimentos. Tempos sombrios... o sentimento da ausência, da saudade. A saudade é capaz de destruir um olhar. Me lembro sempre que não importa as circunstâncias, eu estarei disposta a me jogar em seu jogo pra vencer. Não me importo tanto com as quedas... sua mão estará estendida pra me ajudar a levantar. Assim eu queria... E sabe? Também já não importa se ao redor do fogo só restam cinzas... Definitivamente só irá entender quem se queimou. E estas cinzas, são o que restou. Por mais que eu coloque um ponto final, sempre existirá um novo parágrafo pra nós. Porque depois de tanto tempo, posso ver que ainda há uma coisa que não consigo decifrar. Ainda há cartas que o destino esconde... Quem sabe um dia ele as põe sobre a mesa?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O vento me envolve, quase do mesmo jeito que me envolviam teus abraços. Protetores e ao mesmo tempo distantes. Na velocidade me sinto segura e confusa. Segura para tentar te esquecer e confusa por não poder. Tento me distrair. Olhar em volta. No início tudo não passa de meros borrões da floresta. Mas logo tudo vai se tornando mais nítido. E você vai aparecendo a cada momento. Em minha visão e em meu pensamento. A adrenalina me faz bem. Tanto quanto você me fazia. Fecho os olhos por uma fração de segundo. Que mais parece uma eternidade. Me vem à mente todas as lembranças. As lembranças do que nunca existiu... Daquilo que eu criei... Esperei... Mas nunca chegou.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

E após uma longa caminhada na rua deserta – embora estivesse com um grande movimento de carros – parei no bar da esquina, entrei e apenas fiquei ali, sentada, me perguntando o que mais me faltava acontecer. E agora? O que viria agora? Uma vez que nos tornamos dependente de alguém, não tem mais volta. Ao entregarmos nosso coração, automaticamente a vida nos arranca o "eu" e o "você". Nem sequer o "eles" existem mais. Existe apenas o "nós". Você está feliz? – Isso não existe mais. Nós estamos bem? Estamos tristes? Mas quando o "nós" se parte, e as metades se separaram, não existe mais "eu", "tu", "eles". Não existe mais nada. Apenas uma garota sentada num bar, após uma longa caminhada vazia. Apenas uma metade andando solta aguentando o "eles" falando com o "eu". Mas o "eu" não existe mais. Eu não existo mais. Porque "nós" nos separamos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Eu sentia tanta dor, sentia também que pouco agüentaria e aquilo me sufocava, era como uma voz que não saía, mas precisava tanto gritar, achei que não daria tempo. Mas foi só o ver entrando por aquela porta, que o pouco de esperança que me restava se transformou em brilho em meu olhar. O senti tocar nas minhas mãos, dos seus olhos caíam lágrimas e eu queria fazer elas pararem, mas não tinha forças pra nada. Não imaginava que um dia teria que viver aquela situação.. aquele quarto branco, sem vida alguma, minha boca seca já não sentia nada, não possuía mais forças nem sequer pra fazer um carinho no seu rosto, e eu precisava tanto. Só o que podia fazer era observá-lo, e tudo o que eu via era o meu amor desesperado.. sentou ao lado da maca em que eu estava e começou a mexer no meu cabelo, como eu sempre gostei que fizesse. Chegou tão perto do meu rosto e disse 'eu não posso deixar que você vá, tenho tanto pra te falar, não cumprimos todas as nossas promessas juntos, eu preciso de você comigo. Lembra quando disse que estaria comigo até quando eu estivesse velhinho, e quando já teríamos nossos filhos? Não faz isso comigo, eu te amo tanto.' e em seguida chorou ainda mais, e eu não podia conter, até porque mesmo ali, sem conseguir fazer muitos movimentos, meu coração apertou tão forte, e a dor foi realmente inexplicável, transbordou pelos meus olhos, e lágrimas desciam pelo meu rosto como nunca haviam descido antes. Ele era tudo o que eu queria, eu não queria ter que partir, queria viver ao seu lado e aquilo me matava ainda mais. Foi quando senti seus lábios tão quentes tocarem os meus que minha vontade de viver só fez aumentar e eu sabia que seria inútil, dessa vez, querer tanto algo, já não havia o que fazer. Mas eu pude estender as mãos e tocar seu rosto, e recebi o abraço que mais havia me confortado de toda a minha vida, e aquelas palavras de não me deixe aqui, entravam no meu coração como se fossem espinhos.Queria tanto poder dizer a ele que ele sempre foi tudo o que eu sempre quis e que mais amei ou pelo menos pedir desculpas por tudo o que não havia feito ainda, pelos sonhos que estava deixando pra trás, e por todas as vezes que o magoei, ainda que tenha sido sem querer. Mas ele sabia que eu o amava mais do que qualquer coisa, ainda que eu não pudesse lhe dizer. Aquele momento estava sendo o pior da minha vida, eu queria tanto respirar um pouco mais, eu precisava viver mais, e aquilo estava sendo tão injusto, por que eu? Criei forças de repente, e foram as últimas que consegui, e sussurrei tão baixo 'Eu sempre vou te amar'.'e ele segurou meu rosto quando ouviu e vi seus olhos brilharem. Minha vista começou a ficar embaçada, mas eu ainda podia vê-lo, podia ver que ele falava tanta coisa mas eu não conseguia ouvir mais, ele estava em prantos e eu só me dei conta que ele havia ficado daquela forma de repente, quando senti que meu coração foi enfraquecendo e fui perdendo os sentidos. A única coisa que posso lembrar daquele instante é que foram os últimos segundos em que eu pude ver aquele olhar tão de perto, e que senti lágrimas caírem sobre meu rosto, e não eram minhas.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Os erros de nós dois, não houve quem mais errou. Os dois erraram em vários conceitos, e o pior e principal foi o de tentar justificar erros antigos com novos erros. Tudo que queríamos era argumentar, para nos livrarmos de possíveis erros cometidos. Talvez jogando a culpa para cima do outro, isso seria possível. Mas e a consciência? Chegamos à tal ponto, que a bomba não explodiu de um lado só. De que valeu ter argumentado tantos erros, ter se livrado de culpas, talvez... Se no final, os dois saíram machucados? Já não importa quem errou, e sim, quem assumiu e soube perdoar os erros. Nenhum dos dois, no caso. Nossos corações ainda não estão preparados para perdoar, e talvez, para se aventurarem de novo. Os erros ainda continuam gravados em nós, e nos fazem querer fugir do sentimento que insiste em nos atomentar. Até onde o amor é bom? Quando ele passa a ser um tormento? Suponho que o amor é bom enquanto faz o casal feliz, e ao longo do tempo, a intolerância desordenada, pode torná-lo um tormento. Erros são comuns, afinal, ninguém é perfeito. Mas eu não queria ter errado, nunca. Queria ter saído limpa da história, sem culpa... Tive que errar para aprender à acertar algum dia. Não me arrependo de nada que tenha feito, ao todo só restaram lembranças. Sendo elas boas ou ruins, carrego aqui no peito, junto à feridas que ainda estão abertas. Não sei em quanto tempo se curarão, muito menos se irão se curar... Eu só quero poder conviver com isso, e me deixar viver, sem nenhum remorço, sem a tristeza constante, choros desesperados... Preciso sobreviver!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Quando nos esbarramos, sequer olhei para você. Você não fazia o meu estilo e acho que você nunca fez. Você gostava de música pagode e eu de rock. Seus amigos me chamavam de pirralha e você no começo não discordava deles. Você me olhava de longe, disfarçando. Seus amigos me odiavam, mas isso já não mais acontecia com você. Não mesmo. Quando conversamos pela primeira vez, eu te achei engraçado. Você tinha uma estranha mania de gostar de me fazer rir. E conseguia. Eu tinha visto em você um amigo, você tinha visto em mim um amor. Seus amigos odiaram tudo isso. Mas eu parecia tão frágil. Eu te fazia sentir mais forte e você de alguma maneira gostava disso. Aos poucos eu fui me acostumando com você e você foi se viciando em mim. Você me chamava de anjo, mas eu nunca soube voar. Hoje me lembrei de você, sem por que. Por favor, você sabe muito bem qual será minha resposta: eu nunca soube dizer sim ou não, minhas dúvidas sempre te incomodaram. Sempre. Fui um enigma em sua vida, mas enigmas não foram feitos para serem descobertos, foram? Você sempre me cobrou respostas, mas eu nunca consegui atender a seus pedidos e isso acabou com agente. Tenho certeza que você culpou as mudanças, mas elas não mudaram nada. Confesso que sempre tive medo do arrependimento, nunca te enganei, apenas deixei as coisas de lado. Mas uma coisa eu aprendi, mesmo que consigamos esquecer alguma coisa, alguma coisa nunca nos esquecerá. Aos poucos a magia foi acabando, você me culpava por não ser mais a mesma e eu permanecia em silêncio. Talvez esse tenha sido meu único erro. Mas agora é tarde para arrependimentos. Eu não sou a mesma de antes e nem quero mais ser. Você me chamava de egoísta, dizia que eu me julgava perfeita... Mas era você quem sempre errava. Você sabia que nunca encontraria alguém como eu e isso foi o que te prendeu a mim por muito tempo. Não ache que escondeu isso de mim. Dizem que o desprezo e a saudade podem trazer um pouco de nostalgia. Por isso meu bem eu escrevo todos os dias para que você se esqueça aos poucos de mim.