terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Lembro que todas as noites eu repetia: "Meu Deus, não deixa nada de ruim acontecer com ele." Faziam mais de 3 meses que eu só pedia por ele, só pensava nele, era como se eu deixasse de viver a minha vida e entregasse ela nas mãos dele, para ele fazer o que quisesse. E continuava ali do lado, mesmo se o que ele estivesse fazendo fosse completamente errado. Até que chegou um momento em que o que eu mais queria era que as coisas mudassem e isso finalmente aconteceu, mudaram pra mim e mudaram pra melhor. E sem irônias e falsos votos, quero que elas mudem pra ele também. Quero que ele viva um amor, assim como eu vivi o nosso, sozinha, mas vivi, e sozinha nos meus pensamentos tive momentos maravilhosos do lado dele. Quero que ele viva um amor de verdade, que mexa com as estruturas dele, assim como o meu amor por ele mexeu comigo. Quero que ele tenha uma vida boa, uma vida linda. Mas ainda acho que daqui uns dias ele vai entender que isso que ele está sentindo pode ser tudo, menos o que ele pensa que é. Só espero que ele guarde uma lembrança boa de mim, pois é o que eu vou guardar dele. Lembranças. Nós não vamos saber como essa história termina, porque ele teve medo de começar. E preciso lembrar: O medo foi todo dele. Portanto, espero que um dia ele aprenda a não ter medo de tentar. E quanto à mim... Bom, eu sinto muito, por não sentir mais nada.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Algumas coisas na vida são incompreensíveis. Eu me declaro ao mundo, sussurro o que sinto, grito, suspiro de amor. Alcoolizada, de ressaca, dormindo, lendo ou sonhando, você ainda está na minha cabeça. E eu sussurro outra vez. Espalho pelos cantos, pelos ouvidos alheios o que estou sentindo por você, pois nem eu sei lidar com isso. E então, quando eu penso que o encanto acabou, bem depois da meia noite, mas acabou... Você vem, de forma inconsciente, inconsequente e me manda algo que eu jamais esperava. Pode ser mínimo, mas foi pra mim. E esse soar, essa acústica, esse batuque de dedos compondo essa melodia... Ah, faz meu coração bombear o sangue milhões de vezes mais rápido, outra vez. Outra vez. E nessa hora percebo que o encanto da meia noite nunca vai acabar. Te suplico, pobre coração: me ensine a lidar com isso.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Você vem, vai, vem de novo, volta... fica! São dias resumidos em lembranças. São lembranças vindas de forças. Forças que resultam em esperança. A esperança única em olhar seus olhos e deixar naturalmente que os meus digam tudo o que você sempre quis ouvir. Eu preciso de uma redenção. Eu preciso estar livre pra te encontrar. Há uma vida que eu mais protegi. Uma vida que eu sempre velei, cuidei melhor do que a mim mesma. Mas eu tive que me conformar com o caminho que a vida me reservou. O destino afastou diretamente você de mim. Mas ele nunca o afastará do lugar que você sempre insistiu em ficar. E só de pensar o quanto nos perdemos, o que você foi capaz de me ferir. O quanto eu também fui capaz de me ferir. Não poderia existir outra coisa pior do que o lado triste dos sentimentos. Tempos sombrios... o sentimento da ausência, da saudade. A saudade é capaz de destruir um olhar. Me lembro sempre que não importa as circunstâncias, eu estarei disposta a me jogar em seu jogo pra vencer. Não me importo tanto com as quedas... sua mão estará estendida pra me ajudar a levantar. Assim eu queria... E sabe? Também já não importa se ao redor do fogo só restam cinzas... Definitivamente só irá entender quem se queimou. E estas cinzas, são o que restou. Por mais que eu coloque um ponto final, sempre existirá um novo parágrafo pra nós. Porque depois de tanto tempo, posso ver que ainda há uma coisa que não consigo decifrar. Ainda há cartas que o destino esconde... Quem sabe um dia ele as põe sobre a mesa?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O vento me envolve, quase do mesmo jeito que me envolviam teus abraços. Protetores e ao mesmo tempo distantes. Na velocidade me sinto segura e confusa. Segura para tentar te esquecer e confusa por não poder. Tento me distrair. Olhar em volta. No início tudo não passa de meros borrões da floresta. Mas logo tudo vai se tornando mais nítido. E você vai aparecendo a cada momento. Em minha visão e em meu pensamento. A adrenalina me faz bem. Tanto quanto você me fazia. Fecho os olhos por uma fração de segundo. Que mais parece uma eternidade. Me vem à mente todas as lembranças. As lembranças do que nunca existiu... Daquilo que eu criei... Esperei... Mas nunca chegou.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

E após uma longa caminhada na rua deserta – embora estivesse com um grande movimento de carros – parei no bar da esquina, entrei e apenas fiquei ali, sentada, me perguntando o que mais me faltava acontecer. E agora? O que viria agora? Uma vez que nos tornamos dependente de alguém, não tem mais volta. Ao entregarmos nosso coração, automaticamente a vida nos arranca o "eu" e o "você". Nem sequer o "eles" existem mais. Existe apenas o "nós". Você está feliz? – Isso não existe mais. Nós estamos bem? Estamos tristes? Mas quando o "nós" se parte, e as metades se separaram, não existe mais "eu", "tu", "eles". Não existe mais nada. Apenas uma garota sentada num bar, após uma longa caminhada vazia. Apenas uma metade andando solta aguentando o "eles" falando com o "eu". Mas o "eu" não existe mais. Eu não existo mais. Porque "nós" nos separamos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Eu sentia tanta dor, sentia também que pouco agüentaria e aquilo me sufocava, era como uma voz que não saía, mas precisava tanto gritar, achei que não daria tempo. Mas foi só o ver entrando por aquela porta, que o pouco de esperança que me restava se transformou em brilho em meu olhar. O senti tocar nas minhas mãos, dos seus olhos caíam lágrimas e eu queria fazer elas pararem, mas não tinha forças pra nada. Não imaginava que um dia teria que viver aquela situação.. aquele quarto branco, sem vida alguma, minha boca seca já não sentia nada, não possuía mais forças nem sequer pra fazer um carinho no seu rosto, e eu precisava tanto. Só o que podia fazer era observá-lo, e tudo o que eu via era o meu amor desesperado.. sentou ao lado da maca em que eu estava e começou a mexer no meu cabelo, como eu sempre gostei que fizesse. Chegou tão perto do meu rosto e disse 'eu não posso deixar que você vá, tenho tanto pra te falar, não cumprimos todas as nossas promessas juntos, eu preciso de você comigo. Lembra quando disse que estaria comigo até quando eu estivesse velhinho, e quando já teríamos nossos filhos? Não faz isso comigo, eu te amo tanto.' e em seguida chorou ainda mais, e eu não podia conter, até porque mesmo ali, sem conseguir fazer muitos movimentos, meu coração apertou tão forte, e a dor foi realmente inexplicável, transbordou pelos meus olhos, e lágrimas desciam pelo meu rosto como nunca haviam descido antes. Ele era tudo o que eu queria, eu não queria ter que partir, queria viver ao seu lado e aquilo me matava ainda mais. Foi quando senti seus lábios tão quentes tocarem os meus que minha vontade de viver só fez aumentar e eu sabia que seria inútil, dessa vez, querer tanto algo, já não havia o que fazer. Mas eu pude estender as mãos e tocar seu rosto, e recebi o abraço que mais havia me confortado de toda a minha vida, e aquelas palavras de não me deixe aqui, entravam no meu coração como se fossem espinhos.Queria tanto poder dizer a ele que ele sempre foi tudo o que eu sempre quis e que mais amei ou pelo menos pedir desculpas por tudo o que não havia feito ainda, pelos sonhos que estava deixando pra trás, e por todas as vezes que o magoei, ainda que tenha sido sem querer. Mas ele sabia que eu o amava mais do que qualquer coisa, ainda que eu não pudesse lhe dizer. Aquele momento estava sendo o pior da minha vida, eu queria tanto respirar um pouco mais, eu precisava viver mais, e aquilo estava sendo tão injusto, por que eu? Criei forças de repente, e foram as últimas que consegui, e sussurrei tão baixo 'Eu sempre vou te amar'.'e ele segurou meu rosto quando ouviu e vi seus olhos brilharem. Minha vista começou a ficar embaçada, mas eu ainda podia vê-lo, podia ver que ele falava tanta coisa mas eu não conseguia ouvir mais, ele estava em prantos e eu só me dei conta que ele havia ficado daquela forma de repente, quando senti que meu coração foi enfraquecendo e fui perdendo os sentidos. A única coisa que posso lembrar daquele instante é que foram os últimos segundos em que eu pude ver aquele olhar tão de perto, e que senti lágrimas caírem sobre meu rosto, e não eram minhas.